quinta-feira, 29 de novembro de 2012


                                         Acre
Terra hospitaleira;
De povo trabalhador;
De gente batalhadora;
Que trata todos sem exceção com carinho e amor.

Terra de Chico Mendes;
Que com os empates;
Defendeu a floresta;
Dos madeireiros e ricos fazendeiros do sul.

Lugar de disputas;
De guerra;
E lutas;
Entre Brasil e Bolívia.

De derramamento de sangue;
Para se conquistar a independência;
De plácido de castro herói militar;
Que com seus sete batalhões o exército boliviano conseguiu derrotar.

Já não podemos esquecer a figura de Luiz Galvéz;
Que a bandeira do estado criou;
Impetrou tantas batalhas para que pudéssemos conquistar o nosso valor;
Criou também o estado independente, mas não teve vez.

Más para que o Acre verdadeiramente pertencesse ao Brasil;
 Temos que ressaltar o papel fundamental do ministro das relações exteriores Barão do Rio branco;
E Assis Brasil;
Que se reuniram com dois representantes bolivianos em uma cidade do Brasil.

Os representantes bolivianos eram Fernando Guachala  e Cláudio Penilla;
O dia marcado 17 de Novembro de 1903;
A cidade Petrópolis no Rio de Janeiro;
Ficou acertada a construção de uma ferrovia e uma quantia em dinheiro.

A ferrovia era Madeira Mamoré;
E a quantia em dinheiro dois milhões de libras esterlinas;
Assim se encerrava o conflito;
Que mais parecia uma triste Carnificina.

Já não podemos esquecer de que a Bolívia;
Com o intuito de se apoderar;
E expulsar os seringueiros brasileiros das terras do Acre;
Ao Bolívian Sindicaty resolveu arrendar.

Com o acre nas mãos do Brasil;
No dia 15 de junho de 1962 à população viu;
Essa região passar de território a estado;
E se  integrar ao Brasil.

E hoje o Acre é um dos estados que mais crescer;
Recebe em seu seio;
Pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo;
Que procuram paz e trabalho.

Lugar de muita vegetação;
De cidades bonitas;
De pouca agitação;
De rios Caudalosos.

De índios e animais silvestres;
Onde se pode ouvir o canto dos pássaros;
E ver um céu azul celeste;
E a natureza permanece quase intacta com seus laços.

Lugar impar;
De clima quente e úmido;
Em que quase tudo que se planta dá;
De muita chuva e friagem;
Oh! Canto gostoso de morar;
É tu meu Acre.

Autor: Uéliton Freire.
Filho de Tarauacá.






terça-feira, 27 de novembro de 2012


A felicidade e a tristeza

Era uma vez a felicidade e a tristeza. Ambas resolveram sair pelo mundo.
A felicidade por onde passava irradiava alegria e união e logo fez inúmeros amigos tais como: a sabedoria, o amor, a amizade e o tempo. À tristeza ao contrário uniu-se a solidão, à dor, a melancolia e a desunião e logo passou a perturbar e machucar as pessoas.

E um certo dia quando a felicidade estava com seu jeito contagiante embriagando as pessoas com sua grande sabedoria, com seu amor sem fronteiras, com sua amizade esplendorosa e pedindo ao tempo para cicatrizar as desilusões e feridas dos corações humanos a tristeza resolveu aparecer para estragar a festa da felicidade.

Ambas travaram uma luta hedionda que até hoje não se sabe, quem é o vencedor ou vencedora. Só se sabe uma coisa que a vida é feita de momentos felizes ou tristes.

(Uéliton)

                       Minha querida Jordão
  Querida Jordão;
“Tesouro do Juruá”;
  Cidade pacata;
   Te escolhi pra morar.

De praias tão lindas;
Peróla do Juruá;
O seu ar é tão puro;
Jordão Kaxinawá.

De verde tão intenso;
De céu, cor azul anil;        Refrão
Sua fauna á tão rica;
Pedaço do Brasil.

Seu povo é honesto;
E gosta de ajudar;
Jordão tão querido;
Melhor, lugar não há.

De verde tão intenso;
De céu, cor azul anil;      Refrão
Sua fauna é tão rica;
Pedaço do Brasil.

Autor: Uéliton Freire. 
Jordão-Acre, 24 de Novembro de 2012. Festival da Canção Jordanense.
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

João


                          
E agora, João?
O dinheiro acabou,
A comida faltou,
O povo sumiu,
A tristeza chegou,
E agora, João?
E agora, você?
Você que é doce
Que esnoba dos outros,
Você que faz promessas,
Que trabalha e protesta,
E agora, João?

A mulher foi embora
Está sem dinheiro,
Está sem carinho,
O verso é sofrer,
Já não pode amar,
Só pensa em morrer,
A noite chegou,
O dia não vejo,
O ônibus não veio,
A alegria não veio,
Não vejo a simpatia,
E tudo desabou
E tudo sumiu
E tudo estragou,
E agora João?

E agora, João?
Seu suave discurso,
Seu momento de raiva,
Seu instante de plebeu,
Sua utopia e banalidade,
Sua biografia
Sua palavra de consolo,
Seu carro de ouro, sua incompreensão,
Seu ódio-e agora?

 Com amor no coração
Quer encontrar sua rota,
Não existe rota;
Quer morrer de tristeza;
Mas a tristeza acabou;
Quer ir para o acre
Mais não há mais Acre.
João e agora?

Se você vivesse
Se você sonhasse
Se você tocasse
A valsa da esperança
Se você corresse
Se você cansasse
Se você morresse
Más você não morre,
Você é lutador, João.

Solitário na cidade,
Feito matuto perdido
Sem alegria;
Sua casa é a rua
Não tem onde morar,
Sua bicicleta
É o único meio de transporte,

Você vai embora, João?
João, para onde?

Texto Baseado na obra de Carlos Drumont de Andrade “ E agora José”.

Autor: Uéliton Freire